Eixo temático Universidade e Sociedade

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1. SITUAÇÃO ATUAL DO TEMA

Após o envio de algumas provocações iniciais sobre o tema, por mim elaboradas, tivemos 5 contribuições, a saber:

a)    Professor Senén Barro Ameneiro, reitor da Universidad de Santiago de Compostela, España, que:
•    Sugeriu definir e especificar melhor o campo de reflexão do eixo temático, já que o tema “universidade e sociedade” pode ser muito amplo e corre-se o risco perder-se em divagações;
•    Feito isto, sugere que a discussão tome um rumo prático, capaz de gerar propostas para serem implantadas nas universidades e úteis para a atuação junto a governos e atores sociais, econômicos e culturais;
•    Considera útil recolher e analisar material sobre o tema “universidade e sociedade” presente em encontros de ibero-americanos de chefes de estado e de governo, assim como em fóruns de debate como a Segunda Conferência Mundial sobre Educação Superior;
•    Propõe que a análise do papel da universidade, seguindo o modelo Globe Reporting Iniative (GRI), seja feita em 3 eixos, a saber: econômico, social e ambiental.

b)    Professor Francisco González Cruz, reitor da Universidad Valle Del Momboy, Venezuela, que:
•    Considera importante diferenciar os desafios da universidade latino-americana dos da européia (espanhola e portuguesa), pois há em Latino América certo desconcerto em relação aos caminhos do desenvolvimento sustentável;
•    Coloca como tarefa a revisão dos conceitos de desenvolvimento frente a novos conhecimentos e teorias, bem como à valorização da diversidade biológica e cultural;
•    Chama à reflexão sobre a globalização que, se de um lado, propiciam o acesso à informação, de outro lado, impõe um só modelo de produção, comercialização e consumo;
•    Propõe o termo “lugarização” para o “proceso mediante el cual un lugar toma responsabilidad de su destino, conscientemente de los desafíos que enfrenta, tanto en la valorización de sus fortalezas horizontales, endógenas, propias, singulares, como en el aprovechamiento de las fuerzas verticales que vienen desde lo global y traducirlas adecuadamente a lo local.”
•    Percebe, e propõe que se traga ao debate, experiências latino-americanas que, de forma criativa e audaz, têm enfrentado esses desafios.

c)    Professora Ana Dayse Rezende Dórea, reitora da Universidade Federal do Alagoas, Brasil, que:
•    Considera útil e necessário o debate sobre o conceito de desenvolvimento. Pensa na “há iniqüidade social e no imenso papel que todos nós temos em relação à miséria material e espiritual em que ainda vive a maior parte de nossos semelhantes. Tudo isso leva de fato a uma constante desconfiança em relação aos modelos de desenvolvimento disponíveis. Mesmo o da sustentabilidade.”
•    Traz ao debate o nome de Nestor Canclini e suas reflexões sobre os conflitos culturais da globalização. Para Canclini, Ao examinar o papel da cultura nos acordos de integração supranacionais, este autor afirma ter a impressão de um mero arranjo de empresários;
•    Concorda com a proposta do Professor Barro Ameneiro, de se percorrer pactos já afirmados (acordos, declarações, etc.) atinentes ao mundo ibero americano e verificar as potencialidades destes documentos, no sentido de buscarmos uma efetivação prática das boas políticas já desenhadas, assim como examinar os vazios deixados por esses mesmos acordos sobre o tema da responsabilidade social das universidades;

•    Concorda, ainda, que o modelo do Globe Reporting Iniative (GRI), apontado pelo reitor Barro Ameneiro, poderá ser uma boa opção para análise do as universidades já fazem em termos de responsabilidade social corporativa e propor nossas potencialidades. Mas, neste ponto, coloca as seguintes questões: como seria a nossa forma de associação ao GRI? como poderíamos aproveitar esta participação para uma integração mais forte do espaço ibero-americano?  como esse instrumento poderia nos ser útil na formulação de políticas interuniversitárias do macro espaço como vistas ao combate as desigualdades, mantendo-se evidentemente o respeito pelas especificidades e peculiaridades regionais?

d)    Professor Rodrigo Arocena Linn, reitor da Universidad de la República, Uruguay, que:
•    Contribui com o debate ao buscar respostas para o seguinte problema: “¿cómo promover transformaciones y evaluar resultados de modo de contribuir a hacer realidad el derecho a la Educación Superior de calidad, como un bien público y social?
•    Argumenta que tal problema é inerente ao ideal de universidade conectada com seu povo, democraticamente gerida e socialmente comprometida;
•    Afirma que não tem qualidade nem pode ser considerada um bem público e social a universidade que não oferece oportunidade de acesso à maioria da população;
•    Aponta algumas dimensões fundamentais da qualidade das universidades: promoção do protagonismo dos estudantes,  incorporação das atividades de pesquisa e de extensão a todos os planos de estudo, desenvolver diálogos e colaborações entre disciplinas e saberes;
•    Propõe um critério geral para avaliar a qualidade da universidade num país periférico: o quanto a universidade se constitui como uma instituição para o desenvolvimento, tendo como dimensão fundamental o fomento da pesquisa e  da inovação orientadas para a inclusão social;
•    Lembra que a universidade de qualidade promove a participação e o aprendizado da cidadania, além de buscarem atrair a contribuição de amplos setores sociais;
•    Faz considerações sobre a internacionalização da universidade, suas oportunidades e ameaças. Pensa que as universidades que compartilham o ideal de bem público e social colaboram entre si na construção de espaços compartilhados de ensino, pesquisa e extensão. Devem, ainda, colaborar com outros atores sociais, difundindo o ensino, compartilhando saberes e fomentando o uso socialmente valioso do conhecimento.

e)    Professor Luis Eduardo Alverde Montemayor, reitor da Universidad Anáhuac Querétaro, México, que:
•    Lembra que o CASE – Council for Advancement and Support of Education – é uma instituição que trabalha com equipes de desenvolvimento institucional de muitas universidades no mundo. Presta assessoria em arrecadações de fundos, comunicação, marketing e relações com egressos. Agrupa mais de 3 mil instituições educativas dos Estados Unidos, Canadá, México e outros 42 países. Seus escritórios centrais então em Washington.
•    Além de defender a participação do CASE, coloca-se à disposição para contatar seu diretor mundial.


2. CONSIDERAÇÕES SOBRE A EVOLUÇÃO DO TEMA

Do resumo apresentado, ouso afirmar que os participantes valorizam, de forma geral, o debate mais conceitual. As questões aí presentes são, entre outras: o conceito de desenvolvimento, as contradições da globalização, a valorização da diversidade, a inserção do local no global. Tal debate deve iluminar e inspirar as propostas concretas e pragmáticas de intervenção na realidade.

No entanto, é pouco provável  e especialmente pouco desejável que o debate conceitual seja conclusivo. Mas isso não pode implicar, de forma alguma, no adiamento ou imprecisão na formulação de propostas de intervenção na realidade.

Construir um equilíbrio e identificar os vasos comunicantes entre estes dois níveis de preocupação é um desafio para nosso eixo temático.


3. REFLEXÕES ADICIONAIS

Aproveito a oportunidade para tentar contribuir com nosso debate.
Inicialmente, farei eco a algumas idéias apresentadas pelos colegas, para, depois, apresentar algumas preocupações.

A Professora Ana Dayse Rezende Dórea diz de forma crua o porque devemos suspeitar dos modelos de desenvolvimento prontos e acabados: é que a maior parte das pessoas ainda vive numa profunda miséria material e espiritual. Claro, essa suspeição é maior entre os latino-americanos, como enfatiza o Professor Gonzáles Cruz, quando alerta que os desafios da universidade latino-americana são diferentes dos das européias (espanhola e portuguesa).

A bela contribuição ao debate proporcionada pelo Professor Arocena Linn tem o pressuposto de que a universidade tem o dever de estar orientada para a superação desta miséria espiritual e material! Para tanto ela, ela deve estar conectada com o seu povo, atraindo cada vez mais, amplos setores sociais para participarem  de seus debates e fazeres. Utilizando as palavras do Professor, a universidade só será um bem público e social se tiver qualidade e ter qualidade, na situação latino-americana, é orientar seus esforços – integrando a pesquisa, o ensino e a extensão – para a inclusão social.

Um dos aspectos mais triviais desse compromisso continua ainda sendo extremamente candente: o de propiciar oportunidades às pessoas.  Como o nível de conhecimento é determinante do nível de empoderamento dos grupos e das pessoas, a universidade só contribui para ampliar a desigualdade social se não consegue democratizar o acesso aos saberes nela gerados ou reproduzidos. Mas essa tarefa de democratizar o acesso constitui desafio gigantesco. Em primeiro lugar, há uma realidade fora dos muros universitários: a qualidade da educação pré-universitária. As diferentes formas de “controle para ingresso” identificam os estudantes mais momentaneamente preparados, não os mais capazes, nem os com maior potencial, nem os com maior paixão pelo conhecimento. As formas de acesso à universidade privilegiam os que podem investir mais nos estudos pré-universitários. Tentativas – algumas polêmicas – para minimizar essa injustiça vêm sendo realizadas, mas ainda permanece o gosto amargo de que precisamos fazer muito mais neste sentido. O investimento na formação de bons futuros professores para os ensinos pré-universitários é fundamental e é um dos caminhos que estamos privilegiando. A situação que descreverei a seguir é emblemática e serve para mostrar a distância entre as universidades ibero-americanas e as européias: o jovem ingressa na universidade, mas não consegue manter-se estudando por dificuldades financeiras. O contingente desses jovens – que superaram tantas barreiras, mas que acabam sendo “expulsos” pela carência de dinheiro – é enorme e necessita de atenção e recursos substanciais. Mesmo nas universidades públicas e gratuitas como a UNESP, devemos multiplicar recursos e esforços para manter os talentos, engajados e com tranqüilidade para se dedicarem à vida acadêmica.

Dentre os diversos adjetivos associados ao desenvolvimento – econômico, científico, tecnológico, sustentável – o mais caro para a universidade latino-americana ainda é o social. Pode haver desenvolvimento econômico-científico-tecnológico e, ainda assim, a maior parte da população viver na indignidade. Desenvolvimento significa luta por justiça numa situação de hegemonia da injustiça.

É dentro deste quadro de carências, compromissos e demandas que os esforços e os resultados das universidades latino-americanas devem ser avaliados. Ou melhor, deveriam ser avaliados. Mas não é bem assim. As avaliações internacionais de universidades não são elaboradas para este tipo de contexto sócio-cultural.

Como bem lembrou o Professor González Cruz, existem diversas iniciativas – audazes e criativas, segundo suas palavras – de universidades latino-americanas buscando responder os desafios historicamente impostos. No entanto, por mais frutuosos que sejam tais esforços, isso pouco ou nada contará para que tais instituições sejam consideradas de “Classe Mundial”, segundo os critérios hoje vigentes nas avaliações mais consagradas.

Para concluir, por hora, volto ao conceito de “lugarização” proposto por Gonzáles Cruz:  é o “… proceso mediante el cual un lugar toma responsabilidad de su destino, conscientemente de los desafíos que enfrenta, tanto en la valorización de sus fortalezas horizontales, endógenas, propias, singulares, como en el aprovechamiento de las fuerzas verticales que vienen desde lo global y traducirlas adecuadamente a lo local”. Relembrado o conceito, fica-nos evidente que a lugarização da universidade latino-americana passa por uma mais adequada avaliação de seus esforços nos níveis nacionais e internacionais.

A palavra adequada, aqui, significa sensível às realidades sociais e às heranças histórico-culturais regionais.


4. PROPOSTAS PARA O FUTURO DO DEBATE

Sobre o nível de discussão mais aprofundado, conceitual:
•    Continuidade do debate conceitual, com foco especial para a elaboração de princípios e valores que deverão inspirar e nortear as propostas de intervenção;
•    Preparação de um painel sobre tais debates e as perspectivas e posições em disputa, a ser apresentado em Guadalajara;
Sobre o nível de discussão mais pragmático e de intervenção:
•    Análise do modelo GRI quanto à sua aplicabilidade nas universidades;
•    Análise do histórico de atuação em responsabilidade social corporativa e proposição de nossas potencialidades, utilizando o modelo GRI;
•    Preparação de um painel, reunindo os dois itens acima, a ser apresentado em Guadalajara;
•    Coleta e análise de material sobre o tema “universidade e sociedade” presente em encontros de ibero-americanos de chefes de estado e de governo e de fóruns de debate sobre educação superior. Posterior confecção de painel síntese a ser apresentado em Guadalajara.
•    Promover uma chuva de idéias – brainstorm – sobre ações e iniciativas concretas de responsabilidade social da universidade e das formas de avaliá-las. Posterior confecção de painel síntese a ser apresentado em Guadalajara.
Sobre as propostas de possíveis convidados para o evento:
•    Encaminhar à organização as propostas, que decidirá sobre sua viabilidade e oportunidade.

8 de respuestas para “Eixo temático Universidade e Sociedade”

  1.  
    Alberto Brito Delgado dijo:

    Los egresados son referentes muy importantes de relación entre la Universidad y la Sociedad, y he observado que en las Universidades Iberoamericanas, en general, se les da muy poca importancia, cuestión que las Universidades anglosajonas cuidan mucho. Los egresados, y su unión en asociaciones, son difusores de su Universidad, pero ya implantado en sus ámbitos profesionales pueden ser útiles para las universidades en las prácticas de alumnos, en transmitir sus experiencias profesionales y apoyar materialmente a la universidad. La responsabilidad social de la universidad con respecto a sus alumnos no debe terminar cuanto estos acaban sus estudios, sino debe ser mantenida de forma constante a lo largo de su carrera profesional.

  2.  
    JUAN ANTONIO CAJIGAL MORALES dijo:

    La profesionalización de la gestión y los cambios en los sistemas de gobierno de las universidades son factores determinantes para que estas instituciones puedan afrontar los nuevos retos. De poco sirve generar buenas ideas y formular objetivos ambiciosos si no somos capaces de diseñar procesos de gestión eficaces y eficientes que nos permitan ponerlas en práctica y alcanzar los objetivos que nos proponemos. La función docente, investigadora, e incluso la función directiva en las universidades debe convivir con una gestión profesional, de las actividades y de los proyectos, ejercida, con autonomía y con responsabilidad, por quienes acrediten competencia profesional para ello. Trabajar en esa dirección acercará a la universidad a la sociedad, enviando señales de que la universidad también está cambiando.

  3.  
    Graciela Cortes Camarillo dijo:

    Pienso que uno de los desafíos más importantes es lograr que las universidades sean espacios interculturales que promuevan la educación para una ciudadanía respetuosa de la diversidad lingûística, cultural y humana. En mi universidad, el 50% de los estudiantes son indígenas.

  4.  
    Graciela Cortes Camarillo dijo:

    Un desafío importante es la equidad en el financiamiento. En México, las universidades públicas se financian por fondos federales y estatales. Existe un gran contraste en financiamiento que reciben diversas estudiantes, esto se refleja en el costo por estudiante que en algunas universidades puede ser alrededor de $ 7,000 dolares anuales; en otras, puede ser inferior a $ 2,000 dolares anuales.

  5.  
    universidad de tijuana dijo:

    ENVIAMOS TEMA PARA INCLUSION EN EL DEBATE
    LAS POSIBILIDADES DE INNOVACIÓN EN ÉPOCAS DE CRISIS Y SU APLICACIÓN EN TIEMPOS DE PROSPERIDAD.
    Por: Profr. Jesús Ruiz Barraza.
    RECTOR DE LA UNIVERSIDAD DE TIJUANA

    ¿POR QUÉ LAS POSIBILIDADES DE INNOVACIÓN AUMENTAN EN ÉPOCAS DE CRISIS?
    La innovación se relaciona con las necesidades que el individuo puede sentir y las cosas que es capaz de imaginar y ambicionar. La sociedad, sus clases y grupos, son un inacabable proyecto, hechura o invención de su absoluta libertad. Crea lo inesperado a partir de lo determinado, combina el riesgo y la necesidad, la frustración y el deseo, la insatisfacción y la creación superadora, inocula contra el conformismo, pero también contra el optimismo superficial y mecánico, y a la vez contra el pesimismo y la desesperanza. En su aspecto interactivo, se considera la innovación no como un fenómeno unitario sino como un complejo contexto social global, donde se toma en cuenta su influencia sobre las actitudes y conductas de los individuos al actuar como agentes socializadores, intercambiando recursos, información y energía. Lo que ocurre es que al actuar el individuo descubre al otro, limitador o amplificador de la propia libertad de pensar y actuar, según como se mire, es precisamente en sus relaciones con los otros cuando el fenómeno humano se manifiesta en toda su plenitud. La innovación genera una fermentación que corroe y disuelve las viejas formas caducas pero efectivamente obstaculizantes, disemina ideas y valores para la legitimación, apoyo y continuidad de las ideologías que surgen de las mentes de individuos de imaginación y recursos, conformando y reforzando actitudes, pero también aportando formas que guían las actividades de los individuos o grupos.
    Lo que podemos decir acerca del sentido de las fuerzas en que puede efectuarse la innovación, es que en la mayoría de los casos el desarrollo y la innovación son decisiones estrechamente relacionadas, y aunque la aplicación de las innovaciones y su utilización más difundida se intensifica en tiempos de prosperidad, no existe razón alguna para sostener que del mismo modo en que su aplicación aumenta durante el curso de la expansión, también lo harán las posibilidades de innovación. Por el contrario, es más probable que estas últimas, tengan mayor lugar en épocas de recesión, debido a que las alteraciones en la escasez relativa de diferentes factores, tienden a estimular una respuesta inventiva bastante rápida y una confianza fortalecida en las capacidades propias que no surgirían de otro modo.

  6.  
    Manuel Assunção dijo:

    As Universidades vêm assumindo um importante papel no desenvolvimento da sociedade do conhecimento, designadamente através da transformação do perfil tradicional da sua intervenção. A oferta de formação é hoje destinada a um público mais numeroso e mais diversificado. A investigação colaborativa com instituições exteriores ao sistema universitário, designadamente empresas mas também entidades públicas e entidades privadas sem fins lucrativos, é prática assumida. A realização de actividades de divulgação científica, extensão cultural e desportiva já faz parte do quotidiano das universidades. Gostaria de destacar a importância da co-produção do conhecimento e da sua utilização responsável, para benefício das comunidades locais, nacionais e internacionais. Nesta matéria a Universidade de Aveiro tem uma vasta e frutuosa experiência, que suporta a convicção de que será vantajosa a criação de redes de colaboração entre regiões do espaço ibero-americano. A extensão, em maior ou menor escala, da rede de Universidades a uma rede de pólos regionais, que inclua municípios e outros agentes, permitirá um contributo mais efectivo, e certamente mais visível, para um desenvolvimento responsável. Entendo, assim, que seria de promover um mapeamento de pólos regionais e, subsequentemente, o lançamento de iniciativas-piloto de colaboração entre pólos com capacidades afins e complementares.

  7.  
    ALEJANDRA MEDINA LOZANO dijo:

    Aprovecho esta oportunidad para contribuir al foro.
    La universidad iberoamericana tiene varios desafíos debido a la desigualdad económico-social, un riesgo que corre nuestra sociedad. Tema que fue abordado en Santiago de Chile en el foro económico mundial sobre América latina y en relación a la educación se mencionó que se requiere que las universidades egresen estudiantes los cuales se necesiten en la industria. Este aspecto es importante pero más importante es que las universidades egresen profesionistas capaces de emprender sus propios negocios y que generen fuentes de empleo.
    Otro de los desafíos de la universidad es lograr abatir la deserción escolar mediante mecanismos que aseguren la eficiencia terminal del estudiante mediante becas compromiso y programas de tutoría adecuados al entorno de la universidad.

    Impulsar planes académicos semi-escolarizadas en universidades públicas, debido que la mayoría de los alumnos que asisten a la universidad tienen la necesidad de trabajar no solo para subsistencia propia sino el de una familia.
    Desarrollo de programas de auto motivación, compromiso con la institución formadora. Así mismo que se otorguen más oportunidad a los alumnos que más requieren de las universidades debido que recurrentemente los más necesitados no son aceptados, por las carencias de conocimientos y el bajo perfil.
    Los anteriores desafíos son apenas algunos que tienen las universidades, y tarea de las mismas lograrlos.

  8.  
    Silvana Mondino dijo:

    Creo que otro de los desafios prioritarios a afrontar por las universidades nacionales es generar climas de igualdad de oportunidades dentro de sus estructuras organizativas. Para que luego sus egresados puedan replicar estas practicas en pos de una sociedad mas equitativa y democratica.

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